sexta-feira, 23 de novembro de 2007

«WOMAN THEY ALMOST LYNCHED»

t.p.: ***
t.o.: «Woman They Almost Lynched»
t.f.: «La Femme Qui Faillit Être Lynchée»
t.e.: ***
t.br.: «A Renegada»

Ficha técnica

Realização : Allan Dwan
Ano de estreia : 1953
Guião : Steve Fisher
Fotografia (p & b) : Reggie Lanning
Música : Stanley Wilson
Montagem : Fred Allen
Produção : Herbert J. Yates
Distribuição : Republic Pictures
Duração no cinema : 90 minutos

Ficha artística

John Lund (Lance Horton), Brian Donlevy (William Quantrill), Audrey Totter (Kate Quantrill), Joan Leslie (Sally Maris), Ben Cooper (Jesse James), Nina Varela (Delilah Courtney), James Brown (Frank James), Ellen Corby (uma mulher), Fern Hall (uma mulher), Minerva Urecal (senhora Stewart), Jim Davis (Cole Younger), Ann Savage (Glenda), Nacho Galindo (John Pablo), Virginia Christine (Jenny), etc...
Sinopse
Está-se na primavera de 1865, último ano da guerra civil. Sally Maris chega de diligência a Border City, localidade de uma zona neutra, enclavada entre os estados do Arcansas (nortista) e o do Missouri (sulista).
Sally viera juntar-se ao irmão, um indivíduo de moralidade pouco recomendável, que gere o saloon «Lead Dollar», o maior e mais movimentado estabelecimento comercial da terra. Mas, no decorrer de uma rixa que envolvera alguns membros do bando de Quantrill, o irmão de Sally é abatido a tiro por Lance Horton, que agira em estado de legítima defesa.
Embora Sally não o queira ouvir e lhe tenha manifestado a sua antipatia, Horton oferece-lhe a sua protecção; até porque Kate Quantrill (actual mulher do guerrilheiro, mas que fora, outrora, a companheira do defunto irmão de Sally) lhe dirigira várias e indissimuladas ameaças.
Sally retoma a gerência do negócio do irmão e acaba por pagar as pesadas dívidas de jogo que este contraíra. E acaba, também, por sucumbir ao charme de Horton, que é, na realidade, um oficial do Sul em missão de espionagem em Border City.
Um diferendo com Quantrill, a quem Horton recusa vender chumbo para o fabrico de munições, acaba por estalar e por desmascarar o agente secreto da Confederação. Para o salvar, Sally forja documentos falsos, que acabam por conduzi-la à forca. Mas a execução aborta, graças à providencial intervenção de Kate Quantrill, que apesar do rancor que nutre por Sally (que a batera em duas circunstâncias) lhe reconhece uma grande coragem física e uma infinda generosidade.
O tempo passa e Lance Horton, que, naturalmente, se ausentara da cidade, aparece ali fardado de capitão do exército confederado para anunciar o fim da gurra. Notícia que é jubilosamente festejada, tanto pelos partidários dos rebeldes sulistas, como pelos simpatizantes ianques.
Nesse contexto, Sally e Lance podem, desde logo, dar largas ao amor que sentem um pelo outro. Sentimento que a separação forçada e os perigos da guerra haviam sublimado.
Comentário
Esta modesta fita de Dwan foi inspirada numa novela de Michael Fessier publicada, pela primeira vez, nas páginas do «Saturday Evening Post» História banal que, uma vez mais, oferecia protagonismo a algumas das mais conhecidas figuras do banditismo norte-americano do século XIX : irmãos James e Younger, por exemplo. O vedetismo desta película era, no entanto, proporcionado aqui a duas mulheres, sendo uma delas a arrependida esposa (inventada para a circuntância) do célebre guerrilheiro Quantrill, o ignóbil chacinador da cidade de Lawrence.
Esta fita, sem grandes atractivos cinematográficos, é, apenas, mais um banalíssimo trabalho do incansável Allan Dwan, cineasta que embora nos tenha oferecido algumas obras meritórias, realizou, sobretudo, séries B como «Woman They Almost Lynched» em quantidades verdadeiramente industriais. A ausência de título nacional revela que este filme nunca chegou a ser estreado nas salas portuguesas.
O casting do filme revela a ausência de vedetas. Facto que, por essa época, permitia poupar muito dinheiro à companhia produtora. Companhia que visava um público popular, notoriamente conhecido pela modéstia das suas exigências. E ao qual bastava, na verdade e para ficar plenamente satisfeito, meia dúzia de cenas de pancadaria ou de atroadoras trocas de tiros de revólver.
Note-se, todavia, a presença no elenco deste pequeno western, de Brian Donlevy e de Jim Davis. E diga-se que o primeiro chegou a ser um actor bem cotado em Hollywood, antes de ser vítima do seu gosto exagerado pelo álcool, que rapidamente deitou por terra a esperança de o ver construir uma carreira compatível com o seu real talento. Donlevy viria a falecer em 1972, em consequência de um cancro na garganta.
Quanto a Jim Davis, refira-se que a sua participação na famosa série de televisão «Dallas», onde ele encarnou a personagem de Jock Ewing, lhe ofereceu o estatuto de star mundial (além de muito dinheiro), depois de ter feito uma carreia modestíssima no grande écran.
(M. M. S.)

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